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Projeto do ICMS tem chances de turbinar carteiras no curto prazo: Coluna

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Projeto do ICMS tem chances de turbinar carteiras no curto prazo: Coluna

O PLP do ICMS tem o poder de provocar uma reprecificação da curva de juros, abrindo uma oportunidade para ações de varejistas e construtoras

Projeto do ICMS tem chances de turbinar carteiras no curto prazo: Coluna
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 3 de junho – A proposta que tramita no Congresso Nacional e que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, ICMS, sobre combustíveis, energia elétrica, transportes e telecomunicações pode representar uma oportunidade para o investidor surfar uma melhora pontual em algumas ações cíclicas prejudicadas pela alta recente nas taxas de juros.

Caso aprovado, o Projeto de Lei Complementar 18/2022, que limita a cobrança de ICMS sobre esses itens a 17% por considerá-los bens básicos, pode reduzir a inflação anual no Brasil em até 1,4 ponto porcentual este ano, de acordo com estimativas do BTG Pactual. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está em discussão no Senado Federal.

Se tornado lei, o PLP do ICMS tem o poder de provocar uma reprecificação da curva de juros futuros, levando em conta as novas e menores projeções de inflação. Isso poderia colocar o contrato de Depósito Interbancário com vencimento em janeiro de 2025 no mesmo patamar que negociava em meados de abril – quando as projeções apontavam para uma inflação perto de 7,0%. Ontem, investidores sondados pela XP esperam que o IPCA, índice referência para a inflação ao consumidor no país, acabe o ano perto de 8,80%.

Dito tudo isso, uma aprovação no Senado do projeto do ICMS parece praticamente inevitável, disse Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice. Mesmo que os senadores decidam introduzir algumas mudanças no projeto original, a Câmara deve analisá-las rapidamente e enviar o texto final para sanção presidencial antes do fim do mês, apontou.

Caso os juros pré-fixados para 2025 retornem ao patamar de abril, ou seja, entre 11,0% e 11,5%, abre-se uma oportunidade de valorização em ações sensíveis ao custo do crédito e à queda da inflação. É o caso, por exemplo, das ações das varejistas locais e das construtoras – muito golpeadas pela piora da economia nos últimos meses.

Via e Cyrela, que representam respectivamente uma empresa de varejo e uma incorporadora que sofreram bastante com a correção recente de preços, poderiam, por exemplo, reagir vigorosamente a uma derrubada dos juros futuros. A mesma coisa vale para as “small caps”.

O cenário macroeconômico tem se mostrado tóxico para esses setores, e por isso é importante ressaltar que a possível turbinada na carteira é para operações de curto prazo. Não me arriscaria a inferir se as cotações dos ativos desses setores – que perdem entre 70% e 90% das suas máximas recentes – já chegaram ao fundo.

Em outras palavras: essas ações estão amassadas e, por isso, podem reagir rapidamente em caso de alguma melhora nas perspectivas de inflação – como no caso da aprovação do PLP 18 sobre o ICMS no Senado. Se voltarão a cair de novo depois disso, não sei.

Não confunda o meu alerta de uma oportunidade de curto-prazo com uma visão de que as coisas estruturalmente estão melhores. Não estão.

DISCLAIMER: Felipe Corleta é colunista e editor da Mover. As opiniões dele não necessariamente refletem a posição da Mover

Texto: Felipe Corleta
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinicius Martins / Mover
Comentários: [email protected]

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