Tudo o que você precisa saber sobre Taxa de Juros

Tudo o que você precisa saber sobre Taxa de Juros

Tudo o que você precisa saber sobre Taxa de Juros

Olá, caro investidor(a)! Aqui quem vos fala mais uma vez é a Jaqueline Benevides, analista de renda fixa do TC. No artigo de hoje, vamos tratar tudo o que você precisa saber sobre Taxa de Juros.

De uma forma simples, podemos falar que os juros é o valor cobrado pelo dinheiro. Imagine-se fazendo aquela viagem dos seus sonhos ou comprando aquela mansão. Porém, hoje você não possui o valor monetário total para chegar nesses objetivos. Assim, uma solução seria ir até ao banco e fazer um empréstimo, e nessa operação a instituição financeira lhe cobraria juros. Ou seja, ela iria mensurar um valor acima do que você precisa pegar, pelo risco de lhe emprestar esse dinheiro hoje.

Com isso podemos ver que os juros são os valores cobrado por um investidor superavitário em detrimento de um empréstimo a um investidor que precisa do recurso.

Qual a relação entre os juros e a taxa Selic?

Agora que já falamos sobre o significado da taxa de juros, vamos abordar qual a relação que existe entre a taxa de juros e a taxa Selic que abordamos no texto anterior. Mas antes, vamos apenas recordar um pouco sobre o que é a taxa Selic.

A Selic é nossa taxa básica de juros do Brasil, que é determinada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), e que possui como objetivo principal a função de controlar a inflação.

Então, você pode falar: “Jaqueline, elas são iguais então“! Eu vou lhe responder “sim e não”.

Na verdade, a Selic é a taxa balizadora das demais taxas. Podemos falar que ela é a taxa que influência o percentual das demais, portanto, aquele empréstimo que você irá pegar pode não ter o percentual igual ao da taxa Selic, oscilando tanto para baixo quanto para cima (lhe garanto que para cima será mais factível, afinal o banco não irá receber uma taxa inferior a taxa Selic).

Quais são os tipos de Juros?

O tipo de juros mais usual e comum no mercado financeiro são os juros compostos. Contudo, existem diversas outras modalidades além dele.

Juros Simples

Os juros simples são aqueles que não mudam com o passar do tempo, ou seja, estamos falando do mesmo valor em todo o período, não são juros sobre juros.

Juros Compostos

Já o juros compostos é a modalidade mais utilizada no mercado financeiro e possui como principal característica a incidência dos “juros sobre juros”. O que eu quero dizer é que, ao contrário dos juros simples, os compostos não incidem apenas no valor principal da operação, mas sim no principal mais a parcela de juros dos períodos anteriores.

Juros de Mora

Os juros de mora podemos chamar de juros como uma “multa”, pois ele está relacionado com o pagamento sobre o período de atraso no cumprimento da obrigação. Assim, se eu deixo de pagar um empréstimo em dia, são incididos juros de mora de acordo com o período de atraso.

Juros Nominais

A taxa de juros nominal é a tradicional taxa expressa nos contratos de crédito e financiamentos ou é aquela famosa taxa ofertada nos investimentos de renda fixa. Podemos dizer que ela é tão usual quanto os juros compostos no dia a dia do investidor.

Isso quer dizer que essa taxa não desconta o famoso vilão chamado inflação. Portanto, quando você vê uma oferta de um CDB de 14% a.a., essa taxa não está descontada da inflação do período. Lembrando que a inflação corrói o valor do dinheiro no tempo, portanto, você não receberá esses 14% a.a., o vilão IPCA deixará essa rentabilidade menor no período.

Ainda vale ressaltar, a título de curiosidade, que também temos o imposto de renda nessas operações.

Juros Reais

Comentamos acima que a taxa de juros nominal é aquela que não desconta o vilão inflação de seu percentual.

Dito isso, podemos afirmar que os juros reais são aqueles que apresentam o percentual já descontado da inflação. Ou seja, seria a taxa real do exemplo dos 14%a.a. que dei anterior. Para chegar nessa taxa já descontada da inflação, existe um cálculo bem simples, que vou colocar exemplificado aqui abaixo:

(1 + in) = (1 + r) × (1 + j)

Onde:

in = taxa de juros nominal

r = taxa de juros real

j = inflação do período

Juros Rotativos

Os juros rotativos são aqueles que incidem quando atrasamos o pagamento da fatura do cartão de crédito, e possuem como característica percentuais bem elevados. Por tanto, atenção ao pagamento da fatura do cartão de crédito e, se possível, EVITE atrasos!!!

Juros sobre Capital Próprio

Essa modalidade de juros nasceu para auxiliar as empresas no que tange sua parte fiscal. Possui como característica a remuneração dos acionistas de uma empresa, porém, ao pagar juros sobre capital próprio (JCPL), o imposto de renda não incide nas empresas (como quando, por exemplo, pagam dividendos), mas quem se torna o pagador do imposto é o investidor. Então, a empresa acaba ganhando um benefício fiscal que recai em cima do acionista.

Como a Taxa de Juros afeta meus investimentos?

Em uma alta da taxa Selic, sem dúvida que a renda fixa no Brasil se torna ainda mais atrativa. Também não podemos negar que nós, brasileiros, não estávamos acostumados com juros de 2% a.a. como tínhamos em janeiro de 2022. Nossa história, infelizmente, mostra juros mais altos, e atualmente voltamos aos dois dígitos de taxa Selic. Não podemos deixar de lembrar que com esse percentual em juros, os estrangeiros estão fazendo a festa de alocações, seja na renda fixa ou na renda variável, vendo a “bolsa muito barata”.

Você deve ter notado que usei o termo “bolsa mais barata” acima. Isso significa que o aumento dos juros faz com que os preços das ações sofram para baixo.

Pensa comigo: com juros mais altos, significa custos mais altos. Se a empresa for endividada, então, isso se torna ainda pior.

Importante lembrar que quando falamos de acionistas, estamos falando de um indivíduo que espera fluxos de recebimentos futuros descontados, ao trazer a valor presente, portanto, quanto maior essa taxa de desconto, menor será o valor no momento hoje. Por isso, usamos essa expressão “uma bolsa mais barata” e mais incerta, ou seja, um aumento de juros faz com que a renda variável no curto prazo sofra.

Agora, para os investidores mais conservadores, esse é o cenário perfeito. É possível alocar em bons produtos sem grandes dores de cabeça, dormindo tranquilamente, recebendo uma rentabilidade de dois dígitos ao ano. Portanto, aumento de juros, quando falamos de renda fixa, é um cenário mais que favorável.

E para finalizar: como usar a Taxa de Juros a seu favor?

Se por um lado o aumento dos juros faz com que você mude alguns sonhos, como deixar de trocar o seu carro por um novo, já que o preço fica muito maior, olhando por outro lado desse cenário, você acaba tendo um leque de oportunidades em investimentos.

Com esse nível de juros, é possível alocar em emissões bancárias com boas taxas, aproveitar algumas emissões em crédito privado não tão longas e indexadas ao CDI e melhor ainda o mercado secundário chega a pagar 150% do CDI para vencimentos de um ano, ou seja, próximo dos 16%a.a. quando não tiramos o imposto de renda.

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Analista de Renda Fixa do TC

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