O fantasma da inflação: transitório ou veio para ficar?

O fantasma da inflação: transitório ou veio para ficar?

O fantasma da inflação: transitório ou veio para ficar?

Olá, caro leitor! Por mais que você não acompanhe o mercado ou os acontecimentos macroeconômicos, é certo que você já tenha ouvido falar sobre o fantasma da inflação e até mesmo sentiu seus efeitos no bolso.

Ela tem assombrado o mundo todo e feito nossos bolsos sofrerem. Por isso, entender se trata de uma inflação passageira ou não, faz toda a diferença em nossa tomada de decisão, que vai desde os nossos investimentos até as compras no dia a dia.

Se você tem carro, já percebeu que para tirá-lo da garagem ficou muito mais caro. O que eu quero dizer com isso é que muitas vezes temos que deixar aquela viagem mais para frente, parar de trabalhar com o automóvel ou até mesmo usar a bike. Percebe como essas quatro letras “IPCA” afetam a nossa rotina e nem percebemos?

No artigo de hoje, vamos nos aprofundar nesse tema, passando pelos seguintes tópicos:

  • O que é inflação?
  • O fantasma da inflação

Boa leitura!

O que é inflação?

Antes de abordamos sobre o fantasma da inflação, devemos entender o que é inflação.

Segundo o Banco Central, a inflação é o aumento dos preços de serviços e bens, e sua composição ocorre a partir dos índices de preços.

Ainda segundo o BC, sua meta é apurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e suas causas são diversas. Entre elas:

  • As pressões de demanda: significa o aumento de compra da população versus a capacidade da economia de fornecimento;
  • Pressões de custos: atrelada ao aumento dos preços de insumos da produção dos bens e serviços, que são repassados no preço do consumidor final;
  • Inércia inflacionária: significa o processo da inflação passada ao refletir nos preços presentes.

Abaixo, segue uma imagem do site do Banco Central para ilustração:

Fonte: Banco Central

Fonte: Banco Central

O fantasma da inflação

Agora que abordamos o significado de inflação, vamos falar um pouco do porquê de todos os olhos estarem voltados para o vilão do momento: o fantasma da inflação.

O primeiro ponto para o IPCA começar a assombrar as economias mundiais foi através da pandemia. O impacto da Covid-19 deixou fortes resquícios que corroboraram para que a inflação chegasse no patamar em que está. Entre elas, a falta de matérias primas e insumos, a injeção de dinheiro dos Bancos Centrais (com destaque para os EUA), entre outros fatores.

Contudo, não podemos colocar toda a culpa apenas na pandemia. Ainda estamos passando por um conflito entre Rússia e Ucrânia, que fez com que o preço das commodities se elevassem de forma significativa. Como por exemplo, o combustível, que é essencial para maior parte da cadeia de bens e serviços.

Dessa forma, ao invés da inflação começar seu ciclo de queda e arrefecer com o aumento dos juros, ela se manteve nos patamares altistas.

Além disso, é importante se atentar que algumas das principais economias bateram o martelo sobre o fantasma da inflação ser transitório. Ou seja, a alta dos preços não seria persistente e iria passar.

Contudo, não foi bem assim que aconteceu. Hoje temos os EUA como prova disso, que estão vindo com constantes aumentos dos juros, fato bem atípico em sua história.

Por que aumentar o juros?

Antes de continuarmos com o tema, é importante explicar um pouco dessa dinâmica dos aumentos nos juros para aqueles que não estão familiarizados. O aumento no juros servem para controlar a inflação. Logo, quando uma economia aumenta seus juros, ela deseja que a população consuma menos, visto que o dinheiro ficou mais caro.

Agora, voltando ao tema principal, o fantasma da inflação vem se mostrando persistente. Não vou ser tão pessimista e bater o martelo afirmando que ele não é transitório. Porém, acredito que sim, a inflação tende a arrefecer, mas não em um curto espaço de tempo.

Importância para o investidor

É importante que você, investidor, entenda a importância de analisar esse tipo de cenário para sua tomada de decisão, e não apenas no seu cotidiano. Como nos exemplos supracitados, essas informações são responsáveis por direcionar as alocações dos investidores, não apenas de renda fixa, mas também os de renda variável.

Eu, como analista de renda fixa, vou abordar e focar nessa modalidade de investimento, pois é onde me sinto confortável em falar.

Carteira de renda fixa

Ao olharmos uma carteira de renda fixa, é importante entender primeiro quais são os prazos e objetivos do investidor. Após isso, fazer uma análise de todo esse cenário macro que comentei até aqui.

Com isso, quero dizer que, como estamos vivendo em um cenário com alta de juros, os ativos pós-fixados se tornaram mandatários na estratégia de alocação.

Assim como, com o intuito de surfar e aproveitar essa onda de aumentos constantes na taxa Selic, outro ativo que se torna extremamente atraente são os ativos prefixados, pois seus prêmios se elevam de maneira significativa nesse cenário.

Dessa forma, quando o ciclo de queda se iniciar, o investidor terá uma rentabilidade bem mais elevada que a taxa de juros praticada no momento.

Digo apenas para ter cautela com esses investimentos, e aconselho que suas alocações sejam de pouco em pouco para não perder possíveis prêmios maiores com os aumentos de juros futuros.

E, claro, deixei o ativo mais polêmico do momento por último.

É possível ver desde a metade do ano passado, analistas que são contra alocações em ativos indexados ao IPCA. O racional por trás é que, como estamos em um momento de alta de juros, esses papéis tendem a performar menos.

Entretanto, na minha visão, esses papéis ainda fazem uma excelente composição na carteira dos investidores da renda fixa. Posso afirmar que, quem pegou alguns desses ativos do meio do ano para cá, está sorrindo a toa com suas rentabilidades.

Conclusão

Portanto, é importante ressaltar que é preciso ter cautela com o vencimento desses ativos, pois quanto maior a duration, maior a sua volatilidade. Logo, prazos curtos a médios são os mais indicados.

Por fim, esse mesmo racional de se atentar aos momentos econômicos serve para as alocações em renda variável. Saber como se posicionar e quando se posicionar é o que torna uma carteira vencedora ou perdedora.

Isso me remete a famosa frase: “Quem chega primeiro bebe água limpa“.

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Analista de Renda Fixa do TC

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