Os cenários macroeconômicos na tomada de decisão estratégica

Os cenários macroeconômicos na tomada de decisão estratégica

Os cenários macroeconômicos na tomada de decisão estratégica

Olá, caro investidor! No artigo de hoje, vamos tratar de um assunto importante e que muitas vezes não prestamos atenção ou esquecemos de ponderar na nossa tomada de decisão de alocação: os cenários macroeconômicos e as expectativas das políticas monetárias.

Não saber as expectativas macroeconômicas é o mesmo que ser o comandante de um navio e não saber a direção dos ventos. Ou seja, quando a tempestade chegar, você não estará preparado para passar por ela. E o mesmo acontece com seus investimentos.

Com isso, quero dizer que, por mais que você não acredite, o aumento dos juros no Brasil ou no exterior afeta suas aplicações e alocações, sejam elas na renda variável ou na renda fixa, principalmente.

Juros altos, inflação maior ainda

O aumento dos juros, uma inflação alta e suas expectativas são direcionais importantíssimos na tomada de decisão do investidor.

Por isso, não estar “ligado” nessas informações é o mesmo que ser o comandante de um navio e não saber a direção dos ventos, ou se prevenir para as tempestades que chegam durante as viagens.

A renda variável inevitavelmente sofre com aumento dos juros. Entretanto, a tomada de decisão dentro da renda fixa é muito mais influenciada por essas informações e pelo direcionamento da política monetária.

Caso você seja um novo leitor por aqui, vai perceber no decorrer da leitura que procuro fazer analogias e gosto de exemplificar quase tudo.

Portanto, vamos a mais um exemplo prático de como não ficar antenado na economia e não diversificar seus ativos podem ser o mesmo que rasgar dinheiro.

Importância de acompanhar os cenários macroeconômicos

Em janeiro de 2021, estávamos com uma Selic de 2% a.a. aqui no Brasil. Sim, é verdade que o Brasil não foi feito para uma taxa de juros tão baixa. Porém, a realidade é que estávamos com essa taxa e a renda fixa perdeu sua atratividade.

Com isso, aqueles investidores mais atentos migraram para os famosos créditos privados, ativos que pagam uma taxa prefixada mais um indexador, podendo ser o CDI ou o IPCA (mais utilizado normalmente).

Já os investidores que não se resguardam com as informações econômicas, buscaram nos ativos prefixados seu salva-vidas, que nesse momento estão fazendo sua rentabilidade atual afundar mar abaixo.

O que eu quero mostrar com isso é que esses investidores que buscaram se proteger com taxas prefixadas e pegaram naquela época taxas em média de 5% a.a. estavam felizes, pois a Selic naquele momento era de 2% a.a., ou seja, estavam ganhando acima dela.

Agora, pensa comigo, como você acha que esses investidores estão nesse momento com uma Selic de 12,75% a.a. e prêmios prefixados de 14% a.a.?

É verdade que ninguém possui uma bola de cristal para imaginar que a Selic subiria tanto e que teríamos um conflito entre Rússia e Ucrânia.

Contudo, era possível perceber que o Brasil não ficaria muito tempo com uma taxa de juros tão baixa. Na visão do Tesouro Direto e das empresas privadas, foi extremamente interessante captar recursos a “preço de banana”, mas nada vantajoso para aquele investidor que pegou ativos prefixados.

Estratégias

Com o exemplo supracitado, quero cumprir o objetivo desse texto de mostrar que a estratégia da diversificação e estar sempre a par dos acontecimentos macroeconômicos é primordial para se obter uma carteira “vencedora”.

Como analista de renda fixa, costumo usar essas informações como minha bússola na direção das minhas aplicações.

Por exemplo, o Banco Central do Brasil deu sinais de que a taxa de juros deverá permanecer nesse patamar por mais tempo. Isso fez com que os ativos pós-fixados que, já eram mandatórios na minha carteira, fizessem ainda mais sentido dentro da minha composição.

Os ativos prefixados que pego estão com vencimentos mais extensos, pois quando o ciclo de queda da Selic começar, seja no primeiro semestre de 2023 ou no final, eu terei ativos rendendo muito acima da taxa de juros do momento. Ou seja, vou usá-los ao meu favor, seja saindo antes pelo grande prêmio, seja levando-os a carrego (vencimento).

Os papéis indexados ao IPCA são minha proteção, pois sempre vão render acima da inflação do momento. Aliás, estão me dando muita felicidade desde novembro, pois a inflação continua persistente e eles estão rendendo magnificamente.

Conclusão

Portanto, percebeu como a diversificação e o acompanhamento dos cenários macroeconômicos são essenciais para criar uma carteira saudável?

E quero finalizar com o exemplo que dei sobre os investidores que estão sofrendo nesse momento com os ativos rendendo a 5% a.a.

Lembre-se, se eles tivessem observado os movimentos macroeconômicos ou diversificado suas alocações, essa rentabilidade inferior não estaria lhes tirando o sono agora.

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Analista de Renda Fixa do TC

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