A previdência privada para complementar renda na aposentadoria

A previdência privada para complementar renda na aposentadoria

A previdência privada para complementar renda na aposentadoria

Chegamos ao terceiro texto da série sobre aposentadoria. Já vimos por aqui, nas últimas semanas as definições e implicações de uma previdência pública e de uma previdência privada, além dos conceitos e quais passos seguir em uma previdência pública. Hoje é o dia de entender melhor o outro lado, a previdência privada. Neste texto veremos:

  • Previdência privada: como funciona
  • Vale à pena investir na previdência privada?
  • Quais plano escolher: PGBL ou VGBL?
  • Tributação: vantagens tributárias inerentes a cada plano

Boa leitura!

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Como funciona a previdência privada?

A previdência privada ainda é um tema controverso no Brasil. De um lado o preconceito de quem acha que a gestão da previdência compete somente ao estado. Do outro, o trauma de quem sofreu por anos a fio com produtos de qualidade duvidosa sendo oferecidos no mercado. Mas o cenário mudou e hoje há um leque amplo de opções para todo tipo de perfil.

Na previdência privada, a pessoa tem a possibilidade de escolher o plano que melhor se encaixa em seus objetivos e, dessa forma, também decidir a contribuição. Podem ser parcelas mensais de R$ 100 ou parcelas anuais de R$ 100. Nesse sentido, ela passa a ser moldada de acordo com as condições e objetivos do investidor.

Dessa forma, a previdência privada, à grosso modo, pode ser comparada a um pacote de investimento. Primeiro é feito um investimento inicial, depois os aportes esporádicos (fase de acumulação) e, lá na frente, o resgate.

previdência privada

Fonte: BOL

A previdência privada vale à pena?

A previdência privada pode ser a única opção para a aposentadoria, mas também existe a possibilidade de ser planejada e trabalhada para ser um complemento ao INSS. Nos dois casos, ela é altamente recomendada. Estima-se que o número de aposentados que conseguem manter o padrão de vida é bem pequeno. Estudos do IBGE já chegaram a apontar que apenas 1% dos aposentados consegue permanecer com o mesmo padrão.

Diante desses números, fica bem clara a necessidade de um planejamento específico para a aposentadoria. E é aí que vai entrar sua previdência privada. Ela pode complementar a renda proveniente da previdência social ou pode ser sua única opção, a depender do emprego que teve durante a vida produtiva.

Por isso, sem dúvida alguma, vale à pena.

PGBL ou VGBL?

Passado o momento de decidir investir em previdência privada, uma dúvida importante precisa ser tirada: PBGL ou VGBL?

Essa é uma resposta fundamental para o futuro de sua previdência. Desde a rentabilidade até sua declaração anual de imposto de renda. Vamos entender as características de cada uma delas:

PGBL: o Plano Gerador de Benefício Livre é indicado para pessoas que têm renda alta, contribuem para o INSS ou outro regime de previdência social e fazem a declaração completa do imposto de renda. Isso porque, dentro dessas condições, é possível deduzir até 12% da renda tributável.

VGBL: Por outro lado, o Plano Vida Gerador de Benefício Livre não tem a possibilidade da dedução no imposto de renda. Por isso é mais indicado para quem tem renda menor e/ou faz declaração simplificada do imposto de renda.

Há ainda uma diferença importante entre as duas opções. No PGBL, como há o benefício fiscal a cada ano, o imposto cobrado na hora do saque é sobre o total existente na previdência. No VGBL, só é pago imposto em cima do rendimento.

E qual a alíquota desse imposto? É o que veremos a seguir.

Tributação

Além de decidir entre PGBL e VGBL, o investidor tem que tomar outra decisão importante para a previdência privada. Deve-se usar a tabela progressiva ou a regressiva? Adianto a resposta que não existe uma receita pronta. Cada caso deve ser analisado isoladamente de acordo com suas respectivas características.

A tabela progressiva implica na tributação de 15% na fonte e o restante no ajuste do imposto de renda. Assim, existe a possibilidade de chegar até 27,5%. Já a tabela regressiva premia quem faz a previdência para o longo prazo. Ela começa com 35% para saques em dois anos e chega ao mínimo de 10% acima de dez anos.

Próximo passo

Acredito que com os três textos sobre previdência até aqui, você consiga ter uma noção grande de como se planejar para a aposentadoria. Mas tem mais. Na próxima semana vou falar sobre como elaborar e montar uma carteira específica para a sua previdência. Falaremos de fundos, ações e até títulos públicos.

Jornalista e planejador financeiro

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