Fundos de Venture Building e a nova aposta da B3

Fundos de Venture Building e a nova aposta da B3

Fundos de Venture Building e a nova aposta da B3

A busca por conhecimento é um trabalho sempre inacabado. Assim, ouso até parafrasear Sócrates, que traz a máxima reflexiva “só sei que nada sei”. Como isso é atual e irá se perpetuar na humanidade! Trazendo para o mundo de investimentos, cai como uma luva o pensamento do filósofo.

Nas andanças sobre os temas variados, analiso pragmaticamente as classes de ativos, enveredo por caminhos sinuosos e vejo um assunto pouco abordado pelo mercado.

Me refiro a classe de ativos chamada Private Equity e Venture Capital, e é impressionante como tem sido prazeroso me debruçar por esses tópicos.

Neste artigo, não vamos focar em conceitos para essas classes, mesmo porque, aqui no TC School já temos dois ótimos artigos publicados que destrincham cada um dos temas.

Adentrando ainda mais nesse universo, especificamente no que se refere a Venture Capital, me deparo com um tema novo, os chamados Venture Building.

Conceito de Venture Building

Os fundos de Venture Building, também conhecidos como “fábricas de startups”, são organizações que atuam produzindo novas empresas, buscando uma ideia inovadora e disruptiva, onde operam com uma metodologia própria.

Não preocupados somente no aporte financeiro, essas entidades também vão no operacional do negócio, modelando e estruturando o plano de todo o processo de criação, inclusive na infraestrutura física e recursos humanos, a exemplo do tamanho da sua “mão de obra”.

Entendido o quanto essa sociedade estará presente na vida da startup, reforço que esta se fará atuante no dia a dia da empresa, captando mais recursos e até mesmo na formação de equipes. Tudo isso para que torne a ideia em negócios, e que o negócio gere receitas para que essa viabilização e mão de obra possa voltar para as organizações em forma de posições acionárias.

Em suma, a dinâmica é tirar do papel uma ideia inovadora, fazer o projeto acontecer, torná-lo lucrativo e, então, ganhar posição acionária na startup.

A seguir, vamos ver como é possível ter acesso a esse tipo de investimento.

Fundos de Venture Building

Atualmente, no Brasil, existem alguns poucos fundos voltados para esse fim, o que dificulta o acesso a essa classe de ativos.

Porém, a bolsa de valores do Brasil (B3) lançou recentemente um fundo, o L4 Venture Builder, que vem exatamente para dar acesso a essa modalidade de investimentos, a qual expliquei mais acima.

O fundo L4 Venture Builder foi lançado com um aporte inicial de R$600 milhões, com a finalidade de “dar vida” a projetos inovadores de empreendedorismo.

O fundo também traz como co-founder, o executivo Pedro Meduna. Ele que já tem no currículo passagens como CEO da “Tripda”, empresa de aplicativos de caronas, e em outros projetos como “Juntos somos mais”, e o último sendo na “Cabify”. Portanto, é possível observar que expertise no ramo ele tem de sobra.

O L4 Venture Builder vai receber recursos da B3 e, então, selecionará projetos com possíveis potenciais de ganhos dos quais se tornará sócia, gerando assim uma expectativa de receita bastante abrupta.

Meduna tem em vista alguns setores como bom caminho de início, são eles: energia, carbono, finanças descentralizadas, tokenização de ativos, soluções para fintechs, neobanks, crowdfunding, pagamentos e alguns outros.

Esses investimentos terão como horizonte temporal os próximos 5 anos para que sejam assim distribuídos em empresas. O projeto vem com o intuito da busca da B3 em se atualizar e trazer novas modalidades de investimentos.

Além disso, oferece ao empreendedorismo brasileiro uma nova esperança, onde há a possibilidade de tirar ideias realmente boas. Assim, podemos criar mais unicórnios em nosso país e, quem sabe, trazer empresas competitivas a níveis mundiais.

Conclusão

Por fim, quero alertar ao investidor que lê esse texto que esse tipo de investimento possui um risco demasiadamente grande e requer uma análise profunda antes de alocar recursos.

Nesse caso, o mais prudente é conversar com o seu planejador financeiro ou um profissional igualmente qualificado para que sejam alinhadas as expectativas quanto ao investimento.

Contudo, essa classe de ativos, tendo o L4 Venture Builder  como um agente de entrada, traz consigo um potencial de retorno absurdo.

Isso porque imagine a possibilidade de investir na nova 99taxi, Apple, Google, etc., enquanto eram somente ideias?!

Imagine também quantos empreendedores podem sonhar com a perspectiva e possibilidade de idealizar algo novo e tirar do papel com a ajuda desses fundos?!

Portanto, o conceito que esses tipos de fundos nascem é algo extraordinário e que nos remete a um Brasil criadouro de empresas inovadoras, competitivas mundialmente e disruptivas. Até a próxima.

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