Seu estilo de vida corresponde à sua renda?

Seu estilo de vida corresponde à sua renda?

Seu estilo de vida corresponde à sua renda?

Desde a semana passada, parte das redes sociais tem sido ocupada por um debate em torno do estilo de vida e da renda dos brasileiros. Mais especificamente da classe média. Isso depois da declaração do ex-presidente Lula sobre a classe média esbanjar demais. Uma curiosa declaração depois de um governo que promoveu e incentivou o consumo (e utiliza essa condição como uma mostra de como os brasileiros viviam melhor). Mas, essa não é uma análise política.

A crítica feita pelo ex-presidente gerou debates e reflexões sobre o estilo de vida dos brasileiros. O que se torna uma boa oportunidade para conversar sobre como nós lidamos e configuramos a relação entre nossas receitas e nossas despesas.

Como está por aí? Você costuma gastar mais ou menos do que ganha? Ou costuma viver sempre no limite certinho entre o que ganha e o que gasta? Nesse texto você vai encontrar:

  • Cenários possíveis e diferentes estilos de vida
  • Estilo de vida no limite
  • Viver gastando mais: um estilo de vida perigoso
  • Viver gastando menos: o cenário ideal

Cenários possíveis e diferentes estilos de vida

Um dos principais objetivos do planejamento financeiro é permitir que consiga atingir o melhor estilo de vida possível dentro da realidade financeira. Atingir o estilo no presente e garantir a continuidade com o passar dos anos, incluindo a aposentadoria. São muitas variáveis que devem ser levadas em consideração, mas tem um ponto chave: como você vive em relação a sua renda?

O conceito padrão das finanças é que a gente deve gastar menos do que ganha. Isso é o que todo mundo sabe, mas que nem todo mundo consegue colocar em prática. Vou além: o desafio é viver um ou dois degraus abaixo do que nossa renda permitiria.

Temos três possibilidades diante do cenário:

  1. Vivendo no limite: viver exatamente de acordo com nossa renda, ou seja, ter um estilo de vida gastando todo o salário que recebe;
  2. Um estilo perigoso: viver acima do que a renda nos dá, ou seja, terminar o mês com dívida e, assim, seguir mês após mês;
  3. O cenário ideal: viver abaixo do que a renda permite, ou seja, gastar menos do que ganhamos ao longo do mês.

Estilo de vida no limite

Na primeira opção, vivemos sempre zerando o saldo ao final do mês. Gastamos todos os centavos que recebemos, o que não nos dá nenhuma margem para surpresas ou adoção de novos projetos. O salário chega ao fim com o final do mês.

Não é, de fato, o pior dos cenários, já que ao menos todas as contas são pagas, não se gera dívida, não gera problema. Mas pode gerar dor de cabeça. Um carro quebrado, uma compra necessária a mais, algo que saia do controle e…. Já foi. Lá vem a dívida, lá vem o descontrole no orçamento. Não há margem para novos planos nem para emergências.

Viver gastando mais: um estilo de vida perigoso

No segundo caso, a dor de cabeça começa a cada novo mês. Se o estilo de vida custa mais do que as receitas, a margem de manobra foi perdida há muito tempo. E é uma bola de neve. O que era uma dívida pequena em um mês, tendo o ritmo mantido, se torna em uma dívida descontrolada ao final de um ano.

Isso acontece porque o saldo negativo de um mês é levado para o seguinte. Se as contas já na fecham, imagina então quando se acumula o que não foi pago do mês anterior? Viver acima do que a renda permite é um dos maiores problemas que temos financeiramente.

Viver gastando menos: o cenário ideal

E aí vem a terceira possibilidade. Que, na verdade, é um grande desafio. É um desafio, pois vivemos em uma sociedade que preza muito pela aparência, pela posse. Vale mais parecer que tem dinheiro do que ter dinheiro de fato. Sem contar que quando evoluímos em relação ao conforto que conseguimos proporcionar, dificilmente vamos dar um passo atrás.

Por isso, o ideal é fazer esse processo desde o início da vida financeira. Nem sempre é possível, é verdade, mas quem tem condições deve optar por assim fazer. Se ganha R$ 4 mil, tenta viver como se ganhar R$ 3.500, por exemplo. Claro que respeitando o mínimo necessário para um estilo de vida tranquilo sem grandes punições.

Esse processo deve ser seguido à medida que a renda aumenta. É uma forma de se disciplinar e adequar o psicológico para manter o costume.

Qual o grande benefício disso?

Primeiro, a tranquilidade de saber que as contas estão pagas e com possibilidade de fazer uma extravagância vez ou outra. Inclusive de antecipar planos, criar novos planos ou atingir os objetivos de maneira mais rápida.

Mas tem algo tão importante quanto que fica fácil de ser percebido em momentos como o atual. Com o estilo de vida abaixo do que a renda permite, a inflação demora mais para forçar uma mudança nos hábitos. Você vai perceber a inflação, é verdade. Ela é cruel e mostra as caras, mas ainda assim você conseguirá manter o que costuma fazer.

Artifício para sofrer menos com a inflação

O aumento do custo de vida, provocado pela inflação, fará com que sobre menos em relação ao que sobraria em tempos normais. Mas, ainda assim, tudo estará pago. Você só será forçado a mudar seu estilo de vida se a inflação sair do controle e persistir na subida durante meses. Ainda assim, haverá um prazo maior para fazermos ajustes, avaliarmos possibilidades e evitar que seja algo traumatizante.

Ter um estilo de vida abaixo do que a renda permite é um favor que você faz para seu eu presente e o seu eu futuro. Dará tranquilidade mês após mês, evitará ser pego de surpresa com gastos inesperados, além de não ter impacto imediato no estilo de vida em decorrência da inflação. E, tudo isso, sem deixar de planejar seu futuro.

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